segunda-feira, 29 de julho de 2013

O computador vai substituir o professor?


O diálogo que vou propor nesta coluna é sobre a escola. Acho que precisamos conversar sobre isso. A Internet está trazendo consigo um novo modelo de educação, uma forma diferente de aprendizagem, e precisamos entendê-lo, apropriar-nos disso, ser protagonistas da mudança.
Precisamos conversar principalmente porque a existência dessa grande rede nos faz pensar na escola que temos, ainda tão fechada, limitada, desconectada do mundo, da vida do aluno; ainda tão distante da realidade de imagens, sons, cores e palavras em hipermídia que constitui a nossa vida hoje.
Precisamos conversar sobre nossos sonhos para a escola, pois, se vocês não sabem, há séculos, nós, pedagogos, acumulamos sonhos sobre a sala de aula. Ivan Illich sonhava com uma educação que não fosse limitada às instituições, que formalizam tudo. Jean-Jacques Rousseau pensava numa escola que não corrompesse o homem, deixando simplesmente vir à tona o que temos de melhor. Jean Piaget queria que os níveis mentais fossem respeitados, sem pular etapas, para que não tivéssemos que aprender aos saltos, ou decorar o que não entendemos. Freinet sonhava com uma escola que permitisse o prazer, a aprendizagem agradável e divertida. Paulo Freire sonhava com um lugar em que o saber do aluno fosse valorizado, onde a relação vivida nas aulas fosse o ponto de partida para uma grande transformação do mundo. Goleman escreve sobre uma escola que permita desenvolver o lado emocional, que tenha espaço para as artes, a música, as coisas que, enfim, nos fazem mais humanos.
Mas não soubemos concretizar muitos desses sonhos. Talvez ainda não tivemos tempo, porque era preciso primeiro preparar aulas, corrigir provas, anotar no quadro e nos cadernos tantas e tantas explicações.
De repente, a tecnologia entra na escola e nos obriga a recuperar tudo isso. A presença da máquina leva todo professor a se perguntar: como é a minha aula? Do que decorre: será que o professor vai ser substituído pelo computador? E sabemos que a resposta é sim, não temos a menor dúvida.
Explico: é que o pior de nós vai ser substituído.
A nossa pior aula, o lado repetitivo, burocrático e por vezes até acomodado da escola, esse vamos deixar para o computador. Ele saberá transformar nossas exposições maçantes em aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber. Então poderemos, finalmente, ficar com a melhor parte, aquela para a qual não nos sobrava tempo, porque pensávamos que devíamos transmitir conhecimentos.
Vamos receber de herança os sonhos de todas as outras gerações, redimi-los realizando tudo o que não puderam conhecer. Agora sim, está em nossas mãos a derrubada dos muros para fazer conexões com o mundo, a criação do espaço para a arte e a poesia, o tempo para o diálogo amigo, o trabalho cooperativo, a discussão coletiva, a partilha dos sentidos. Está em nossas mãos a construção de uma escola mais feliz, feita por mestres e alunos que saibam, juntos, propor links e janelas para a sala de aula, onde aprender não seja uma tarefa árdua e penosa, mas sim uma aventura.
Então será preciso que cada mestre se despeça da figura de professor transmissor de conteúdos que há em si mesmo, e que os alunos abandonem seu papel de receptores passivos. Isso é o pior de todos nós, não nos daremos mais a conhecer assim.
Vamos tentar construir juntos algo novo. É claro que nós, professores, vamos precisar de ajuda: os alunos saberão nos dizer como fazer. Será que eles aceitam ser nossos mestres? Acho que sim, é só por este próximo milênio. Nessa nova sala de aula, na verdade todos serão mestres.
E, curiosamente, a gente vai aprender como nunca.
Andrea Cecilia Ramal


O texto de Andrea Cecília Ramal nos leva a concluir que a escola atual precisa contar com profissionais que estejam abertos às novidades da tecnologia que já fazem parte do mundo de nossas crianças e adolescentes.
É importante que esse profissional seja capaz de articular a diversidade de informações, bem como suas formas de exposição e interação na internet. Os alunos que hoje encontramos nas salas de aula já apresentam desenvolvidas as habilidades de pesquisar informações o tempo todo. Mas o que realmente fica claro é que as aulas possam se transformar em momentos muito prazerosos e interessantes com o uso do computador, sendo ferramenta para o professor motivar e desafiar sua turma para que a aprendizagem aconteça.

Importante ainda é que o professor é mediador essencial ajudando a construir competência de utilizar tanta informação de maneira adequada e produtiva pelos educandos.

Um grande abraço a todos os professores que se dedicam à educação ilimitada sem limitar espaços ou formas e que assim como Goleman pensam nas artes, na música e em tudo aquilo que nos tornam humanos mais humanos!

Milena Leite

sábado, 27 de julho de 2013

Tambores 
Utilizados por crianças de 4º ano 
As crianças puderam vivenciar atividades rítmicas com os tambores inspirados na arte de Romero Britto.


Movimento corporal 
A beleza visual unida ao movimento tornou o instante único e inesquecível para todos. 

Um pouco sobre a vida de Romero Britto!

Romero Britto nasceu em 6 de outubro de 1963. 
Ele começou sua carreira aos 18 anos em Pernambuco.
Mas desde 08 anos já começou a se interessar pelas artes plasticas,e mostrou talento. 
Atualmente é um dos mais premiados pintores pernambucanos. 

O espírito de esperança está sempre presente em seus quadros e transmiti uma sensação de aconchego. 
Suas obras são chamadas, por colecionadores e admiradores, de “arte da cura”. 

Sua arte é inovadora e traz  a alegria das cores.

Romero Britto morou em Recife , é um pintor e escultor Brasileiro, conhecido como artista pop brasileiro,sendo radicado em Miami. 

Romero Britto Disponível em: http://www.ideiasedicas.com/romero-britto-historia-obras/romero-britto-mundo/